quarta-feira, 12 de julho de 2017

Miniférias no Rio de Janeiro - O Rio continua lindo!!!


Estas férias foram curtinhas, mas deliciosas. Bom, férias é sempre coisa boa, mesmo que curtinhas. Férias com viagem, então...

Como tudo começou...


É preciso um motivo para viajar? Bom, precisar não precisa - embora tenha quem acredite nisso, mas toda viagem começa com alguma motivação, né? Essa começou com a Maratona do Rio...

Para quem não sabe, sou praticante de corrida de rua há uns 3 anos e meio, mas até fevereiro desse ano nunca tinha passado dos 10km. No final de 2014 (quando eu já corria os tais 10km) meus professores me chamaram para treinar para a prova de meia-maratona na Maratona do Rio 2015 - refuguei. No final de 2015 parei de treinar e me submeti a duas cirurgias em 2016, ficando mais de 1 ano sem correr. No final do ano passado voltei a treinar, e resolvi me jogar na inscrição da tal prova para 2017.

Dois aspectos foram decisivos: a questão de saúde me vez reavaliar muita coisa em minha vida, e me fez perceber que não quero mais ficar adiando coisas por pura acomodação - como correr uma meia-maratona quando bem sei que sou capaz; e porque sendo no Rio, principalmente em um feriado (desde 2016 a prova passou a ser feita no domingo do feriado de Corpus Christ), tudo ficava muito mais interessante!


Inscrição feita, treinos iniciados, veio a ideia óbvia de juntar um resto de férias ao feriado e esticar minha estada no Rio, coincidindo com as férias de meio de ano da filhota (que aqui na Bahia são curtinhas e acontecem em junho) - delícia!!! O marido só poderia ficar durante o feriado, mas me joguei mesmo assim, e nasceu um roteiro apertadinho que continha 4 dias (exatamente os do feriado) no Rio; 4 dias entre Petrópolis e Teresópolis e 3 dias em Paraty - os últimos 7 dias só eu e a filha. No começo fiquei bem receosa de viajarmos sozinhas, principalmente porque a ideia sempre foi ficar de carro nos dias fora da capital, mas depois tomei coragem e fiz a reserva do carro.

Rá, mas a vida dá voltas, e nas voltas que a vida dá, poucos dias antes da viagem o marido conseguiu resgatar uns dias de ferias não gozadas e já dadas como perdidas, e pode continuar a viagem conosco. Uma troca na passagem aérea e tchan tchan, estávamos TODOS juntos na estrada!

A Cidade Maravilhosa

Como a viagem acabou se dividindo em três destinos distintos, organizei um post para cada, sendo esse primeiro para a cidade do Rio, a eterna maravilhosa.

Já fomos ao Rio algumas vezes, e somos três apaixonados por ele. Infelizmente, em todas as vezes ficamos muito pouco tempo, sempre feriados de no máximo quatro dias, e assim seguimos conhecemos a cidade no picadinho. Por isso optamos por não investir nos clássicos que já conhecemos, inclusive mais de uma vez, como Cristo Redentor e Pão de Açúcar, praias de Copacabana e Ipanema, Arpoador, Lagoa Rodrigo de Freitas, Jardim Botânico e a região antiga do Centro (Catedral, Centro Cultural BB, Confeitaria Colombo, Candelária...).

Além de ser apenas um feriado de quatro dias, a meia-maratona no domingo tomaria bastante tempo - pelo menos boa parte do domingo e do sábado. Apesar disso tudo, conseguimos fazer uns passeios bem legais pela cidade.


Boulevard Olímpico


Esse foi nosso primeiro destino, tão logo as malas foram largadas no apartamento que alugamos. Como era uma programação completamente nova para mim, adorei o ótimo guia do Viaje na Viagem com cinco roteiros para fazer na região, e o sugiro fortemente. 



Como não tínhamos muito tempo, tivemos que fazer escolhas, e a principal foi visitar o Museu do Amanhã. Seguindo o conselho de uma amiga (que também é o conselho de Riq Freire), comprei os ingressos no site do museu com antecedência, e foi a melhor solução, pois a fila na porta estava gigantesca. Compramos para o horário de 13h, para dar tempo dos deslocamentos e check in no apartamento, já que o voo chegava às 9:30h, e foi tudo muito tranquilo.



Acessamos o metrô no Largo do Machado e descemos na estação Uruguaiana, partindo para uma agradável caminhada pelo novo calçadão, desde a Candelária até o Museu do Amanhã. Passamos pela Pira Olímpica que está posicionada na praça da Candelária, defronte a igreja, e por todo o calçadão que beira o mar e a área da Marinha. Uma caminhada deliciosa para um dia de inverno carioca, com direito a observar os peixes saltando no mar.






A vista do museu e sua arquitetura inovadora já impressiona de longe. A fila estava enorme, e nós chegamos meia-hora antes do horário comprado - ótima coincidência, a entrada é permitida com antecedência de 30 minutos. Muito bom passar pela fila e entrar tranquilamente pela entrada de quem agendou pela internet. Leitura digital feita no próprio celular e em segundos estávamos dentro do prédio - é preciso guardar bolsas e mochilas no guarda-volume.


O museu é muito interessante, numa ótima mistura de arte, tecnologia e informação. Adorei a exposição temporária sobre inovação, que trazia inovações brasileiras de várias áreas e regiões do país. O museu estava bem cheio, o que sempre atrapalha um pouco, principalmente com as obras interativas, mas o controle das entradas garante que não fique insuportável em momento algum.




Saindo do Museu do Amanhã ficamos curtindo a praça Mauá, que fica em frente. O letreiro "Rio te amo" estava concorrido demais e preferi nem tentar uma foto. Para quem tiver mais tempo há o Museu de Arte do Rio - MAR e o AquaRio.

Nós não tínhamos tempo suficiente e preferimos seguir logo para o mural Etnias, de Kobra, obra que eu estava louca para conhecer. Sensacional, adorei!






Misteriosamente, esta área, que é a de antigos armazéns portuários, estava bem menos concorrida, e pudemos aproveitar tranquilamente. Vários clicks depois, aproveitando os food trucks que ficam entre a praça Mauá e o início dos murais, paramos para um ótimo sanduíche cubano e uma Baden Baden gelada.

Santa Teresa




Sei que eu disse acima que não investimos em atrações que já conhecíamos, mas não foi exatamente assim... foi minha terceira vez em Santa Teresa, a segunda em família, mas nós não resistimos. Adoramos tudo nesse passeio, desde o bondinho amarelo, a caminhada despretenciosa pelas ruas do bairro, o parque das ruínas, suas vistas maravilhosas da cidade, a gastronomia, as lojinhas... tudo!

Pegamos o metrô até a estação Cinelândia e seguimos numa curta caminhada até a estação Carioca, de onde sai o bondinho. Houve algumas mudanças desde a nossa última vez, mas a mais perceptíveis para nós foi o preço do bilhete, que era de centavos, e agora é de R$ 20,00 ida e volta - mas os moradores do bairro têm gratuidade, o que me parece justo.






Tenho um prazer quase infantil em andar naquele bondinho, principalmente quando ele passa por cima dos arcos da Lapa - vai entender. Depois é perambular por Santa Teresa, vendo suas lojinhas e seu movimento, o que é uma delícia, mesmo no meio de um feriadão que deixa a cidade bem cheia.





As opções de almoço no bairro são geralmente bem badaladas, mas ainda não foi desta vez que optamos por conhecer algo novo, e preferimos matar a saudade do joelho de porco com chucrute da Adega do Pimenta. Para nós é a cara de Santa Teresa, o alemão mais carioca que há!


Seguimos então para o Parque das Ruínas, e suas vistas incomparáveis da cidade! Tinha apresentação musical no café que funciona lá, mas tudo estava concorrido demais, e preferimos não parar. Mas essa pode ser uma ótima opção de final de tarde no bairro.






Depois das muitas fotos nas ruínas, saímos correndo para ainda pegar luz do dia na famosa Escadaria Selarón - que misteriosamente ainda não conhecíamos! 



A escadaria decorada com azulejos coloridos pelo artista chileno Jorge Selarón, liga uma das ruas de Santa Teresa à Lapa, e foi por ela que deixamos o bairro.



Uma pena que ela estivesse tão cheia, e eu não tenha conseguido uma boa foto da escadaria (não, não tenho paciência suficiente para esperar hordas de turistas por uma foto, paciência que me sobra quando a espera é por um animal ou uma mudança de clima - vai entender!).

Bom, fica mais um motivo para voltar à Santa Teresa 😂😂😂




Forte de Copacabana



No sábado, depois da visita à feira da Maratona do Rio e do almoço com a equipe de corrida, fomos passear pela praia de Copacabana, com a intenção clara de conhecer o Forte e assistir ao por do sol de lá.






A amiga corredora que estava conosco quem sugeriu esse passeio, que, confesso, nunca tinha colocado na minha lista de lugares na cidade. Que bom que os amigos existem!


Era final de tarde e foi um passeio delicioso. Nem sei quanto tempo ficamos no "terraço" do Forte, simplesmente descansando e aproveitando a vista da baía da Guanabara.




O acesso ao Forte custa R$ 6,00 (gratuito para menores de 10 anos) e dá acesso ao Museu Histórico do Exército e à exposição temporária, além da alameda, o terraço com a cúpula dos canhões, e tem dois cafés, um deles uma concorrida filial da Confeitaria Colombo, que tem também uma loja ao lado. 


parte da exposição temporária destinada à Guerra de Canudos

















Compramos chocolates quentes no balcão e tomamos olhando a vista da cidade, porque a espera por uma mesa estava enorme.

Maracanã



Essa foi minha primeira meia-maratona, e eu não sabia exatamente como terminaria a prova, por isso não programei nada para o domingo a tarde. Mas a oportunidade apareceu, e ela parecia boa demais para abrir mão dela por conta do cansaço - que no final das contas foi muito menor do que o esperado.



Sendo assim, depois de um bom banho e uma merecida massagem nas pernas (feita pelo marido), rumamos para um FlaXFlu no Maraca! Nunca tinha entrado no Maracanã, e foi uma ótima primeira vez.

Como decidimos ir meio de última hora, não conseguimos comprar os ingressos pela internet (que precisariam ser trocados na bilheteria do estádio da mesma forma). Novamente utilizamos o metrô para ir ao estádio (nossos deslocamentos na cidade do Rio foram todos feitos de metrô, uber ou a pé) e já fomos entrando no clima com a animação da torcida que tinha o mesmo destino, e com os painéis na estação Maracanã.



Chegamos ao Maraca com o jogo iniciando, e a fila na bilheteria era nada diferente de assustadora! Apesar de evitarmos sempre o uso de cambistas, nesse dia acabamos optando por comprar os ingressos (mais caros) na mão de um. Minha sugestão é, claro, comprar com antecedência na internet, e chegar com antecedência para trocá-los. Se ficar na dúvida como nós, compre! A não ser que você tenha aversão a futebol ou estádios, te garanto que será uma experiência ótima e recompensadora!

Ficamos do lado da torcida do Flamengo, esmagadora maioria no estádio, mas em uma área muito tranquila e cheia de crianças e famílias, bem do lado da grade que nos separava da torcida organizada, que estava animadíssima. Foi ótimo, porque ouvimos e sentimos toda a vibração da torcida, mas estávamos separados dela, inclusive por uma grade.




Não torcemos por nenhum time no Rio, então o placar foi ótimo para nós: quatro gols, dois para cada lado! Saímos felizes, e um tanto receosos quanto à dispersão do público - bobagem, foi tudo absolutamente tranquilo.

O Rio visto por uma corredora de rua!


foto de www.focoradical.com.br

Existem muitas formas de se ver uma cidade, e descobri com a corrida de rua uma das mais interessantes.

Tenho que admitir que tive muita sorte de ter estreado em meia-maratonas num dia tão lindo no Rio de Janeiro! Essa prova é conhecida por seu percurso passar pelos pontos mais lindos da cidade, e o tempo que estava meio instável nos três dias anteriores, resolveu se firmar no domingo da prova. O céu estava azul de brigadeiro, mas a temperatura amena e o vento frio do inverno carioca deixou o clima ideal para a corrida.


foto de www.focoradical.com.br
eu e Fabi, minha companheira de treinos e de prova!
falta só 1!!!

Não é a toa que essa prova atrai gente do país inteiro, e muitos participantes internacionais. O percurso parecia uma torre de babel de sotaques brasileiros, uma festa! A largada da meia (a maratona larga do Recreio) é na Praia do Pepê, e o percurso passa pelo elevado do Joá, São Conrado, avenida Niemayer, Leblon, Ipanema, Copacabana, até chegar ao aterro do Flamengo.



foto de www.focoradical.com.br

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