terça-feira, 25 de julho de 2017

Miniférias no Rio de Janeiro - pela serra fluminense!


Esta viagem foi curtinha, mas deliciosa.  Ficamos 11 dias no estado do Rio de Janeiro, os 4 primeiros na cidade do Rio, os 3 últimos em Paraty, e entre estes, 4 dias na serra fluminense, entre as cidades de Petrópolis e Teresópolis. Para saber como foram os dias no Rio, veja aqui.


Eu conheci Petrópolis na adolescência, numa viagem que fiz com meu pai, madrasta e irmã, e fiquei apaixonada pela cidade desde então. Thiago e Leti não a conheciam, e sempre sonhei em levá-los lá. Portanto, quando surgiu essa viagem ao Rio, a primeira coisa que pensei foi em incluir no roteiro essa região serrana. A princípio a ideia era, depois do feriado no Rio, ir à Paraty, onde ficaríamos 4 dias, e só depois à Petrópolis, para os 3 dias finais (de sexta a domingo).


Entretanto, quando comecei a planejar as hospedagens percebi que para aquele final de semana as opções estavam restritas e muito caras, e foi quando descobri que aquele seria o fim de semana de início da Festa do Colono Alemão, evento anual que movimenta bastante a cidade. Pfff... sei que muitos diriam "que baita sorte eu tive", mas não era exatamente a agitação de uma festa alemã que eu estava esperando para essa primeira visita da minha família à região. Ponderei que a cidade estaria muito cheia e barulhenta - atrações, restaurantes e ruas, e que a programação noturna envolveria muitos litros de cerveja, e nada disso combinava com minha programação familiar. Bom, sendo assim, vamos lá mudar a programação.


 

Resolvi então ir do Rio logo à Petrópolis, e sair de lá antes que a festa começasse. Também ampliamos o número de dias lá, porque queríamos muito assistir ao espetáculo Luz e Som do Museu Imperial de Petrópolis, que acontece todas as noites de quinta a sábado, e assim resolvemos sair para Paraty apenas na sexta pela manhã. Ufa!

Roteiro alterado, veio a fase de definição de hospedagem, e depois de longa consulta ao AirBnb (www.airbnb.com), inicialmente buscando uma opção no centro de Petrópolis, fiquei encantada com a possibilidade de ficarmos em um chalé de serra na região de Araras - distrito de Petrópolis próximo à Itaipava, a uns 50km do centro de Petrópolis. O primeiro semestre de 2017 foi muito puxado para nós três, com várias mudanças de rotina ao longo dos meses, e estávamos todos precisando de um bom descanso, de preferência juntos. Assim, foi uma ótima solução, porque tivemos conforto, tranquilidade, silêncio, muito contato com a natureza e o friozinho gostoso do inverno fluminense.

Petrópolis




Petrópolis é uma cidade encantadora, que surgiu para abrigar a residência de verão da família imperial brasileira, numa época em que a capital do Brasil estava no Rio de Janeiro e o verão Rio 40 graus era demais para o nosso poder monárquico. Localizada a menos de 70 km da capital, e com o clima ameno das regiões serranas, foi o refúgio ideal para Dom Pedro II, dona Teresa Cristina e suas filhas princesas Isabel e Leopoldina.




Hoje, a residência real tornou-se o Museu Imperial de Petrópolis, e a arquitetura imperial continua preservada em muitos de seus prédios e ruas, fazendo de Petrópolis uma delícia de cidade. Com clima ameno, uma serra linda e tanta riqueza histórica, não foi apenas a família de Dom Pedro II que descobriu na região de Petrópolis um ótimo refúgio, no verão ou no inverno.



Sempre ouvi falar que em feriados e eventos, o engarrafamento da BR - 040, que liga o Rio à Petrópolis, fica assustador, e por isso nunca tivemos coragem de encará-lo nas nossas idas ao Rio (que sempre aconteciam em feriados nacionais). Mas muitas pessoas fazem visitas bate e volta a Petrópolis partindo do Rio - se essa for a sua opção, considere a probabilidade do trânsito atrapalhar seus planos.

Nós fomos em uma segunda-feira, e encontramos um trânsito muito tranquilo na subida da serra, que como é de se esperar é cheia de aclives e curvas. Por outro lado, a estrada é muito boa e toda duplicada. Paramos em um mirante no caminho para fotos, e o dia estava muito lindo.







Seguindo dicas que vimos na internet, paramos um pouco antes do pórtico da cidade para uma boquinha na Casa do Alemão, o que parece ter uma certa tradição para quem vai à região. Bom, é interessante para ir entrando no clima de uma região tão marcada por imigrantes alemães, mas ficamos um tanto decepcionados com a expectativa criada - e a relação custo X benefício não é boa. É gostoso, mas é só, nada além do comum.





Passamos pelo Palácio Quitandinha, que fica logo à esquerda na entrada da cidade, mas não fizemos uma visita - fiquei um pouco arrependida, já que não conseguimos voltar depois. O lugar é super gostoso, e o tempo estava ideal para um passeio despretensioso.

O centro histórico de Petrópolis não é muito grande, e pode ser percorrido facilmente a pé, conduzindo de uma atração a outra, mas deixamos isso para outro dia. Seguimos logo para Araras, para o nosso chalé na serra fluminense, e o resto do dia foi apenas para descansar e curti-lo.

Museu Imperial de Petrópolis




Quando conheci Petrópolis, ainda na adolescência, fiquei perdida no encantamento da rua Teresa Cristina - rua repleta de lojas de confecção, em especial em malha - e perdi o horário do Museu Imperial. Acreditem! Cheguei na porta do museu e ele tinha acabado de fechar. Era uma época que aproveitar promoções de roupas era mais importante que qualquer museu. Como mudei... Nessa nova ida à cidade nem passei pela rua Teresa, e tratei de garantir uma visita tranquila e demorada ao museu.



Bom, além disso, dessa vez a visita ao Museu Imperial tinha motivação muito especial. A filhota leu na escola o livro infanto-juvenil "Mistério no Museu Imperial" e nossa ida caiu como uma luva. Ela adorou identificar entre as obras o quadro que é objeto de todo o desenrolar do mistério do livro. Ah, e descobrir que é verdade que no museu todos devem calçar pantufas para deslizar por seus corredores e salas, como diz o livro.


Pantufas do Museu Imperial - imagem de www.g1.globo.com
Pois é, para garantir a proteção de seu piso tabuado, todos os visitantes precisam calçar, por cima do seu próprio calçado, as tradicionais pantufas. É meio incômodo de andar porque elas são enormes (para que caibam qualquer calçado), mas a criançada se diverte com a novidade.

Antiga residência da família real brasileira, o prédio já impressiona pela fachada, mas o mais interessante está no seu interior. São muitas peças do período em que o prédio abrigava a família real: ambientes decorados, peças de vestiário e uso pessoal, obras de arte e muita informação de todo o período colonial e monárquico, mas principalmente do reinado de Dom Pedro II, que idealizou e mandou construir o prédio.



É uma pena que não sejam permitidas fotografias no seu interior, nem mesmo sem flash, mas quem estiver curioso pode dar uma olhada no link Visita Virtual no site do Museu Imperial. Durante todo o circuito no museu existem imagens de QR Code que, com o aplicativo do museu no celular, fornece informações sobre as exposições. Adianto, entretanto, que em muitos casos, as informações não são muito diferentes das que estão escritas nas placas dispostas ao lado.


Coroa de D. Pedro II - imagem de www.multirio.rj.gov.br
A principal atração do museu é mesmo a coroa real com a qual foi coroado D. Pedro II. Toda em ouro, diamantes e pérolas ela realmente impressiona. Mas eu e minha galera nos divertimos mesmo foi na sala que descreve as negociações feitas para os casamentos das duas princesas, Isabel e Leopoldina. Letícia achou muito engraçado como os casamentos eram arranjados na época, principalmente para a realeza, e com a constatação de que todos os envolvidos eram muito feios 😂😂😂




Os jardins externos são muito bonitos, e têm acesso livre. Há ainda um café no pátio externo, e uma lojinha de souvenir numa sala da parte de trás do palácio, que pode ser acessada tanto por dentro quanto por fora. Letícia comprou um lápis com o dragão dourado, um dos símbolos dos Braganças, na ponta, mas tinha cadernetas, imãs, camisetas, bonés, canecas, broches, louça, miniaturas e uma ponteira dourada, réplica da pena usada na assinatura da lei áurea - basta ter dinheiro para adquiri-la.




O museu não funciona às segundas-feiras e sua entrada é R$ 10,00 inteira e R$ 5,00 meia (crianças menores de 7 anos não pagam).

Espetáculo Luz e Som



O espetáculo não existia quando fui pela primeira vez à cidade, mas quando soube dele fiquei louca para conhecer e levar Letícia! Como ele acontece de quinta a sábado, sempre às 20:30h, e chegamos à cidade na segunda, tivemos que ficar um dia a mais para garantir nossa presença.




Confesso que fiquei com medo de não gostarmos tanto e ficarmos com a sensação de que não valeu a pena a troca de dias, mas gostamos muito, e achamos que valeu a pena sim. De forma muito lúdica, a apresentação é uma verdadeira aula de história, que começa com o baile em que as princesas Isabel e Leopoldina são apresentadas a seus noivos. Mas o espetáculo aborda ainda muitos fatos da época, como a construção da estrada de ferro e do próprio palácio, além da assinatura da Lei Áurea, da Guerra do Paraguai, das viagens de D. Pedro II e do fim da monarquia no país, com a ida da família real à Portugal. Além disso, visitar os jardins do museu à noite e aproveitar sua iluminação cria um clima muito interessante.








Os efeitos sonoros criam o ambiente da história a ser contada, não apenas pelo narrador e personagens, como pelo ruído dos cavalos e carruagens ou o burburinho dos bailes reais, por exemplo. Já os efeitos luminosos projetam sombras nas cortinas das janelas do museu, e imagens na cortina de água de uma fonte localizada no lado oposto às janelas, reconstruindo as cenas descritas.

O espetáculo tem o patrocínio da Eletrobrás, além da Fundação Roberto Marinho e da Sociedade de Amigos do Museu Imperial, e um de seus objetivos é a conscientização do consumo de energia.

Na nossa apresentação houve um problema técnico, e quando o espetáculo já estava no meio teve que ser reiniciado. Eles pediram muitas desculpas e se prontificaram a devolver o valor do ingresso a quem não quisesse reiniciar a apresentação. Bom, não vi ninguém sair quando o espetáculo reiniciou.



Como disse, o espetáculo acontece todas as quintas, sextas e sábados, sempre às 20:30h. Os ingressos custam R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 meia e são adquiridos na bilheteria do museu no mesmo dia do espetáculo. Aliás, o ideal é que a visita ao museu aconteça no mesmo dia, assim o valor do espetáculo já inclui o ingresso do museu.

Catedral São Pedro de Alcântara



Essa é uma das atração que mais gosto na cidade. Não apenas a catedral em si, mas a imponência que ela e suas torres têm em meio à cidade. Avistá-la ao longe, das pontes, principalmente a noite, quando está iluminada, é algo realmente muito bonito.







Por fora sua imponência é incontestável, e seu estilo gótico, com torres altas e escuras, dá a ela um ar bastante sombrio. Por dentro, a beleza de seus arcos e a iluminação de seus vitrais passam uma outra ideia. Destaco o enorme órgão de tubos no pavimento superior, e os púlpitos antes do altar.






Mas certamente o que mais atrai atenção na catedral é o Mausoléu Imperial, logo a esquerda da entrada da igreja, com os túmulos de D. Pedro II, sua esposa Teresa Cristina, Princesa Isabel e seu esposo, o Conde D'Eu, todos esculpidos em mármore.




Casa de Santos Dumont





O super viajado Santos Dumont, depois de todas as suas aventuras com seu 14-bis e seus dirigíveis, resolveu construir uma casa de veraneio conforme suas necessidades e invencionices, e escolheu a serrana Petrópolis para isso. A Encantada, como a casa era chamada pelo seu dono ilustre, fica em uma parte mais alta da cidade, no antigo morro do Encanto, próximo da Universidade Católica de Petrópolis.



Logo na entrada, ao lado da escada que leva à porta da casa, há um grande painel que conta bastante da vida do inventor, sobre sua infância, sua família, e como ele chegou aos primeiros projetos e protótipos. No fundo da casa há ainda o Centro Cultural 14 Bis, com uma maquete da mais famosa invenção de Santos Dumont, um espaço kids interativo (muito simples), uma sala de vídeo com um documentário sobre sua vida e suas invenções e uma lojinha de souvenir.



Mas para mim, o que realmente vale a pena é a casa! É muito interessante descobrir que Santos Dumont, do alto de sua fortuna e fama, era um minimalista!!! Sua casa era bem pequena, e milimetricamente projetada para atender a suas principais necessidades. Nada era demais ou desnecessário.

No térreo, onde hoje fica a bilheteria e o escritório do museu, funcionava uma espécie de oficina. No primeiro andar está a sala, com uma pequena escrivania, mesa, cadeiras, estante de livros e algumas prateleiras com objetos da exposição. No segundo andar, que na verdade é um mezanino, fica o quarto e o banheiro.


Cômoda/Cama















"Closet"
Para ter ideia do quanto ele aproveitou os espaços, sua cama nada mais era que um um móvel em L encostado à parede e com muitas gavetas, sobre o qual todas as noites ele colocava um colchão que retirava na manhã seguinte - me lembrou o motorhome, onde todas as noites transformávamos a mesa em cama e toda manhã a transformávamos novamente em mesa para o café da manhã hahahaha!!!

A área atrás da porta do quarto foi aproveitada para ser seu "closet", contendo apenas algumas prateleiras, cabideiro para poucos cabides e uma prateleira maior superior para sua mala. E era esse o quarto. No pequeno banheiro, a invenção que achei mais interessante da casa: um chuveiro aquecido à álcool, formado por um balde com furos no fundo e dividido para água fria e quente.



Além desses três ambientes havia apenas um pequeno observatório que ficava na altura do telhado acessível por uma escada do lado de fora da casa! Não havia cozinha, e quando estava em Petrópolis suas refeições eram servidas em sua sala pelo Palace Hotel, que funcionava no mesmo prédio onde hoje fica a Universidade Católica de Petrópolis, praticamente em frente à casa.

O museu não abre às segundas, e funciona das 9h às 17:30h. O ingresso custa 8 reais inteira e 4 reais meia.

PS: Da primeira vez que fui à Petrópolis, e lá se vão um bom número de anos, lembro bem que fiquei encantada com o Relógio das Flores que fica na frente da Universidade Católica de Petrópolis. Por isso criei uma grande expectativa nessa nova visita... infelizmente o relógio está bem feinho, e já não tem o mesmo encanto de antes. Ok, estamos no inverno, mas ele me passou mesmo um ar de abandono ou pouco cuidado.


Museu de Cera de Petrópolis



Entrada do Museu de Cera de Petrópolis enfeitado para a festa do Colono Alemão
Sou suspeita para falar de museus de cera, porque acho uma programação bem sem graça... sei que Deus, todo mundo e a torcida do flamengo acha um ótimo passeio, mas realmente é algo que não me anima. Não é que seja um grande sacrifício para mim visitá-los, mas sinceramente prefiro aplicar a grana e o tempo disponíveis para ele com outra coisa. Bom, mas marido e filha adoram, e como estávamos mesmo tão pertinho, resolvemos visitar.




D. Pedro II e Dona Teresa Cristina







O Museu de Cera de Petrópolis fica muito próximo da Casa de Santos Dumont, então é muito prático juntar essas duas atrações numa sequência de visitas. Ele é pequeno mas é interessante, e alguns personagens são muito bem feitos, como os papas Francisco e João Paulo II - aliás, acho que os papas geralmente são os bonecos de cera mais realistas nesses museus. Já outros personagens requerem um pouco mais de criatividade e boa vontade... De qualquer forma, é uma atração que geralmente agrada, em especial as crianças. Basta observar minhas fotos! Leti adorou tirar foto com Mister Bean, Michael Jackson e o ídolo sul-africano Nelson Mandela.

O ingresso custa 40 reais inteira e 20 reais meia, e o horário de funcionamento é de 10h às 17h, de terça a domingo.

Teresópolis



O caminho para Teresópolis já é uma atração a parte! Suas curvas, vistas e paredões recompensam. Acho que deveria ter mais mirantes onde se pudesse estacionar o carro e admirar a vista.






A cidade de Teresópolis mesmo não é das mais atraentes, uma cidade média e com um centro bem urbano. Fora de Petrópolis, recomendo os centrinhos de Itaipava e Araras, que são bem mais interessantes. Com a festa do colono alemão, Itaipava estava toda voltada para os festejos, com palcos e estruturas sendo montadas, mas saímos antes de vê-las em atuação. O centrinho de Araras, num meio de semana como fomos, é bem pouco movimentado, e como a maioria dos centrinhos interioranos, fecha tudo muito cedo.

Parque Nacional Serra dos Órgãos - PARNASO




Se tem uma coisa que sempre procuro fazer em viagens é inserir uma trilha em meio a natureza. Adoro!!! Não perco nunca a chance. Há muito tinha vontade de conhecer esse parque nacional, e planejava ter feito trilhas tanto na portaria de Teresópolis quanto na de Petrópolis (há ainda uma terceira portaria em Guapimirim), mas acabou que a combinação "tempo ruim" e cansaço acumulado nos colocou em slow mode e gastamos muitas horas curtindo o friozinho serrano no nosso chalezinho de Araras.



Nossos dias na serra não estavam tão firmes, e o tempo ficava geralmente nublado, por isso tentei escolher o dia da trilha para o que a meteorologia dava como mais limpo. Bom, não adiantou tanto, o dia estava instável, com bastante névoa e chegamos a pegar chuva rápida e forte no meio de uma da trilhas, mas valeu muito a pena!!!




O Parque Nacional é bem organizado, e suas trilhas são curtas e bem sinalizadas, algumas mais fáceis, outras nem tanto. São seis trilhas, e a mais concorrida é realmente a chamada de Cartão Postal, com 1.200m de extensão e cerca de 50min de duração. O motivo não é difícil de entender: ela conduz a um mirante do qual se tem a vista da sequência de formações rochosas mais famosas da região, onde o pop star é o famoso Dedo de Deus. É mesmo impressionante, um lugar especial!

Não é uma trilha fácil, pois é quase toda de subida, mas o caminho está todo marcado em degraus, e só é cansativo mesmo. Minha Leti Aventureira, que já fez trilhas piores que esta, está numa fase bem chatinha, e reclamou um bocado, mas quando chegou ao mirante adorou e esqueceu qualquer tipo de reclamação.



No meio do caminho ouvimos barulhos no topo das árvores e para nossa surpresa lá estava um grupo de macacos! Ficamos loucos tentando fotografá-los, mas eles eram rápidos demais, e em segundos pulavam de uma árvore para outra. Logo desistimos de registrá-los e preferimos ficar os observando e guardando na retina. Eram macacos bem grandes, e relatando para um guia do parque, suspeitamos que sejam macacos muriqui, o maior primata das Américas.

O clima estava bem instável, mas no meio da trilha avistamos o dedo de Deus em meio a um céu mega azul! Ficamos bem animados e fomos seguindo rápido. Quando chegamos finalmente no mirante, que decepção... o céu estava carregado de névoa e quase nada podia ser visto. Paramos para descansar e comer uma fruta e toda a mágica desses lugares altos começou a acontecer: o vento estava forte e a névoa cobria e descobria as rochas numa rapidez incrível. Era de enlouquecer. De repente subia uma camada enorme e densa de névoa cobrindo tudo, e em segundos ela descia novamente descobrindo o horizonte.


Nos segundos entre acionar a máquina e se posicionar, essa foi a vista que conseguimos...
Mas a espera foi recompensada!

Para se ter ideia, num determinado momento Thiago preparou a câmera no tripé e apertou o timer. Correu para onde estávamos e se posicionou. Depois que a máquina disparou fomos verificar e tudo que havia atrás de nós estava coberto de névoa - mas estava tudo limpo quando Thiago acionou! Nos segundos do timer tudo mudou. Enfim, é assim a natureza. A dica é paciência e tranquilidade, não se esqueça que quem manda é ela.

Foram muitos clicks, e com bastante paciência foi possível ver toda a beleza das rochas, embora em nenhum momento o céu tenha ficado totalmente azul. Veja abaixo essa sequencia de fotos e os vários níveis de névoas que pegamos:










Olha como estava a vista do mirante em dado momento!!!
Lá de cima é possível ver a baía da Guanabara e parte da cidade do Rio, o que é incrível! O que adorei observar do alto também foi um trecho da BR 116, a minha queridinha que tão bem conheço cortando o sertão nordestino. Ali ela liga o Rio a Teresópolis, beirando a rocha, e é incrível observar como o tráfego de carros e caminhões se intensifica quando a névoa a atinge - de arrepiar.



Depois dessa trilha, seguimos de carro a estrada até a barragem e o início da Trilha Suspensa. Essa trilha é a mais fácil do parque, toda de passarelas de madeira em meio à Mata Atlântica. Uma pena que ela estivesse interrompida e não fosse possível chegar até o fim dela, onde tem uma cachoeira.





Quando começamos a voltar na trilha, uma chuva rápida e forte chegou e nos deixou encharcados, nos forçando a uma nova parada no Centro de Visitantes para trocar de roupa - sorte nossa! É que perto do Centro avistamos alguns quatis no alto das árvores. Corremos para pegar a máquina,  e eles saíram de onde estavam.e sumiram novamente. Nossa tristeza foi momentânea, pois em seguida os avistamos no chão, muito próximo de onde estávamos. Nossa, como gosto de avistar animais soltos na natureza - principalmente os super fofos!!!




Sobre a sede de Teresópolis do PARNASO, queria dizer que a estrutura é muito boa, há muitas informações no Centro de Visitantes e tudo está muito bem sinalizado, mas tudo carece de uma reforma urgente. Algumas estruturas estão mesmo abandonadas, e só testemunham uma época de ouro do parque.

Adoramos a nossa visita ao PARNASO, e ficou o gostinho de um dia voltarmos para completarmos o grande desafio da travessia Petrópolis-Teresópolis (de uma sede à outra) que dura três dias, acampando em abrigos na mata. Ahhhhh, um dia vamos!!!

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